
OS MEUS RESTOS
Quando não tiver mais nada para sonhar,
sairei para a rua e venderei os meus restos !
Mostrarei pedaços de erros a quem passar
e a todos darei nacos de amores indigestos...
E quando não tiver mais nada para vender,
semearei ilusões nos incautos corações,
para os ver sorrir, sonhar, chorar e morrer,
consumidos pelo fogo cínico das paixões...
Depois à terra pedirei uma rasa sepultura
para todos os objetos que ninguém quiser,
porque neles sempre restará a ternura
e o amor que por ti fui esbanjando, mulher,
nas horas em que partilhei a ditadura
dos teus sonhos e das noites de prazer!
Lud MacMartinson - LMMP
Luxemburgo