Na minha endofasia te falo em surdina
para que ninguém saiba deste amor
que, de noite vindo visitar esta menina,
ao seu amado se entrega com fervor
Nos teus versos encontro a ousadia
que o meu corpo ressequido precisa
para arrancar de vez a cínica letargia
que a minha libido sufoca e inferniza
Quantas horas em branco passadas
em devaneios profanos e atrevidos
e quantas cenas sensuais e ousadas
para exorcizar a ditadura dos sentidos
Na minha insanidade sou mulher fatal,
musa, Cinderela, sereia ou meretriz
que se deleita em ser anja e for do mal
para, à loucura te levando, te fazer feliz
Há uma eternidade que eu te espero
de passado limpo e de vestes despojada,
para pertencer ao homem leal e sincero
e para sempre por ele me sentir amada…
Lud MacMartinson - LUXEMBURGO, 21-XII-2008
