
Bandido sinto por vezes o meu amor,
réu e culpado desta minha desgraça,
ungindo em mim esta cínica dor
que, por mais que tente, não passa
Muitos sonhos alimentei em vão,
amei e me iludi de mais, eu sei,
agora resta-me o vazio do coração
porque de paixão jamais o encherei
Na bruma poética eu me refugio
para esquecer este meu triste fado
que quer que me afogue no cio
e o meu corpo mantenha lacrado,
porque hoje o meu maior desafio
é guardá-lo para um amor sagrado
Lud MacMartinson - 17 XI 2008